1992/1993

Olympique de Marseille 1-0 AC Milan

As regras e regulamentos dominaram o início e o final da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1992/93. Pelo meio, houve futebol de grande qualidade. Pouco depois de os legisladores terem rebaptizado a competição para UEFA Champions League - formalizando a mini-liga da época anterior - foram, depois, obrigados a readmitir o Leeds United AFC na prova, que havia sido eliminado na primeira eliminatória.

Rangers impressiona
Os alemães do VfB Stuttgart haviam apresentado em campo mais um estrangeiro do que o permitido na sua eliminatória decidida no desempate pelos golos marcados fora, o que levou, posteriormente, a um "play-off" de desempate. O Leeds venceu por 2-1 num embate realizado em Barcelona, mas tratou-se apenas de um "adiamento da eliminação", uma vez que viria a ser afastado na ronda seguinte pelo Rangers FC. Os britânicos lutaram, depois, com o Olympique de Marseille pela supremacia no Grupo 1, mas pouco houve a separar as duas equipas, que empataram entre si nos dois encontros realizados. A separação na classificação apenas se verificou na última jornada, quando o OM venceu no reduto do Club Brugge KV e o Rangers empatou com o PFC CSKA Moskva. Um ponto separou os dois primeiros classificados.

A alegria de Boli
Ao invés, o AC Milan passeou a sua classe pelo Grupo 2 vencendo todos os encontros realizados com IFK Göteborg, FC Porto e PSV Eindhoven. A final, no entanto, pertenceu ao Marselha e ao seu controverso proprietário, Bernard Tapie. Os "homens do presidente" tornaram-se na primeira equipa francesa a vencer a prova, graças a um cabeceamento de Basile Boli, a um minuto do intervalo.

Escândalo de corrupção
Essas foram as boas notícias, porque as más seguir-se-iam posteriormente. O Marselha, veio a saber-se, havia viciado o resultado do encontro com o AS Valenciennes (agora ASOA Valence-Clime) que decidia o título da Ligue 1 para que se pudesse concentrar na final com o Milan. Cedo as notícias de corrupção se tornaram em enormes ondas de vergonha, tendo ao Marselha sido retirado o título de campeão, para além de ter sido despromovido de divisão e impedido de defender a Taça de França entretanto também conquistada.

1986/1987 - FUTRE INSPIRA FC PORTO

FC Porto 2-1 FC Bayern München

Em 1986/87, era preciso recuar 25 anos até uma vitória portuguesa na Taça dos Clubes Campeões Europeus. Mas eis que surgiu o FC Porto no panorama internacional, surpreendendo o FC Bayern München na final, por 2-1. A equipa dirigida por Artur Jorge reagiu ao golo inaugural do adversário, apontado aos 26 minutos por Ludwig Kogl, conseguindo dominar o "gigante" bávaro. No entanto, até ao momento em que se começou a desenhar essa brilhante segunda parte protagonizada pelo conjunto portista, quase ninguém ousava apostar na vitória do FC Porto.

A grande recuperação da temporada estava reservada para Viena e para o FC Porto, que, entretanto, afastara o FC Dynamo Kyiv. Com Paulo Futre endiabrado, o argelino Rabah Madjer empatou a contenda com um sublime toque de calcanhar, quando estavam decorridos 77 minutos. Apenas quatro minutos volvidos, coube ao avançado brasileiro Juary (entretanto lançado na partida) desviar para o fundo das redes um cruzamento do lado esquerdo do próprio Madjer.

UEFA Champions League

A principal competição europeia de clubes foi lançada um mês após o primeiro congresso da UEFA, que teve lugar em Viena, a 2 de Março de 1955. Contudo, a então denominada Taça dos Campeões Europeus não surgiu de uma iniciativa da UEFA.

Criadores franceses
Com a maioria dos membros fundadores da UEFA mais preocupada em criar uma competição europeia para selecções, o jornal francês L'Equipe e o seu editor, Gabriel Hanot, desenhavam uma competição continental destinada aos clubes. Hanot, em conjunto com o colega Jacques Ferran, projectou uma prova que seria disputada nas noites de quarta-feira.

Mudança na competição
A alteração mais radical no formato da competição aconteceu na época de 1992/93, quando a Liga dos Campeões passou a ter uma fase de grupos, para além das tradicionais eliminatórias, depois de, no ano anterior, essa fase ter sido testada com êxito. A popularidade e o sucesso da fase de grupos permitiu à competição crescer de oito para 32 equipas, com jogos um pouco por toda a Europa nas noites de terça e quarta-feira.
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