AC Milan novo Campeão Europeu de Clubes

AC Milan vinga-se do Liverpool e conquista a sétima taça.

Uma equipa do AC Milan igual a si própria, sólida defensivamente e eficaz na concretização vingou, ontem, em Atenas, a derrota sofrida em 2005 (Istambul) frente ao mesmo opositor, o Liverpool, sagrando-se assim campeã europeia de clubes.





Final de 2006/2007 em Atenas

O Estádio Olímpico de Atenas vai receber a prova maior de clubes da UEFA pela primeira vez desde a sua recente remodelação, mas, tal como o nome sugere, não vai estranhar um evento de tamanha envergadura.
O Estádio Olímpico destaca-se pelos dois impressionantes arcos de 304 metros cada, que constituem o suporte da cobertura em policarbonato, da autoria do arquitecto espanhol Santiago Calatrava, e é capaz de suportar ventos de 120 quilómetros horários.
A sua reabertura aconteceu a 30 de Julho de 2004 e, de 13 e 29 de Agosto, foi o principal palco dos Jogos Olímpicos, tendo ali decorrido as Cerimónias de Abertura e Encerramento, as provas de atletismo e a final do torneio de futebol.
Depois dos JO, o AEK e Panathinaikos voltaram a fazer do estádio a sua casa, recebendo assim de volta jogos da UEFA Champions League e, agora, a final da competição, em Maio de 2007.

2005/2006 - BARCELONA FAZ A FESTA

Barcelona 2-1 Arsenal
17 de Maio de 2006, State de France, Paris

O Barcelona bateu (2-1) o Arsenal na final da UEFA Champions League, com Samuel Eto'o e Juliano Belletti a marcarem os golos "blaugrana" no espaço de quatro minutos e a responderem ao tento inaugural dos ingleses, apontado por Sol Campbell.
Os londrinos estiveram à beira de protagonizar uma verdadeira noite heróica no Stade de France, em Paris, até porque jogaram durante 80 minutos com menos um elemento.

2004/2005 - ÉPICO LIVERPOOL É CAMPEÃO EUROPEU

Liverpool 3-3 AC Milan
(o Liverpool venceu por 3-2 no desempate por grandes penalidades)
25 de Maio de 2005, Ataturk Olimpiyat Stadium, Istambul

O Liverpool FC regressou ao trono do futebol europeu em grande estilo, graças a uma memorável vitória na final da UEFA Champions League sobre o AC Milan.
A perder por 3-0 ao intervalo do encontro de Istambul, a formação de Rafael Benítez arrasou na etapa complementar, apontando três golos em sete minutos, e consumou o triunfo nas grandes penalidades.
Andriy Shevchenko, que converteu o penalty decisivo na final da época 2002/03, frente à Juventus, não teve a mesma sorte e viu o guarda-redes Jerzy Dudek defender a grande penalidade que daria o espectacular triunfo aos britânicos.

2003/2004 - F.C. DO PORTO VOLTA A SURPREENDER

FC Porto 3-0 AS Monaco
FC 26 de Maio de 2004, Arena Aufschalke, Gelsenkirchen

O FC Porto deu a melhor sequência ao triunfo na Taça UEFA de 2003 ao vencer a UEFA Champions League em 2004, com um triunfo por 3-0 frente ao AS Monaco FC, em Gelsenkirchen. A disciplinada equipa de José Mourinho teve no "playmaker" Deco o seu principal dinamizador e, tal como acontecera em 1987, os portistas voltaram a surpreender a Europa. Contudo, em Gelsenkirchen, a fonte goleadora secou. Ao invés, o FC Porto revelou-se dominador na Arena AufSchalke e venceu por 3-0, com golos de Carlos Alberto, Deco e Dmitri Alenichev.

Dezassete anos depois de ter ganho a Taça dos Clubes Campeões Europeus, o FC Porto conquistou a UEFA Champions League, ao bater o AS Monaco FC, no Arena AufSchalke, por 3-0. Os "azuis-e-brancos" tornam-se, assim, na segunda equipa da história a conquistar a Taça UEFA e a mais importante competição europeia de clubes em duas épocas consecutivas (depois de o Liverpool o ter conseguido na década de 70). A festa "azul-e-branca" tomou conta das bancadas e, apesar dos últimos esforços dos franceses, o FC Porto aproveitou os últimos minutos para saborear mais um triunfo histórico.

2002/2003 - MILAN CONQUISTA COROA EUROPEIA, COM A FRIEZA DE SHEVCHENKO

Juventus 0-0 AC Milan
(o Milan venceu por 3-2 no desempate por grandes penalidades)
28 de Maio de 2003, Old Trafford, Manchester

A edição de 2002/03 da UEFA Champions League foi dominada pela Itália, que viu três equipas da Serie A atingirem as meias-finais. AC Milan, FC Internazionale Milano e Juventus eram todos fortes candidatos à vitória final, mas foram os "rossoneri" que fizeram a festa em Old Trafford. No entanto, precisaram de chegar ao desempate por grandes penalidades, onde Andriy Shevchenko foi o autor do disparo decisivo, depois de 120 minutos de um futebol muito calculista contra a Juventus.

Juve cai nos penalties
Por seu turno, a Juventus sofreu para chegar à final. Os "bianconeri" sobreviveram com dificuldades à segunda fase de grupos, pois perderam três dos seis jogos disputados. Nos quartos-de-final, só no prolongamento, e com apenas dez homens, conseguiram levar a melhor sobre o FC Barcelona, graças a um golo de Pablo Zalayeta. A Juve afastou o Real Madrid nas meias-finais e carimbou o seu passaporte para a final, que surgiu dias depois da conquista de mais um "scudetto". Contudo, a Juve teve poucas ou nenhumas razões para festejar em Manchester. Numa partida muito táctica e em que as defesas levaram sempre a melhor, a sorte acabou por sorrir ao Milan, que prevaleceu no desempate por grandes penalidades, sagrando-se assim campeão europeu pela sexta vez.

O AC Milan venceu o seu sexto título europeu ao vencer, através do desempate por grandes penalidades, uma final da Liga dos Campeões emocionante e com o acento tónico nos aspectos tácticos. Andriy Shvechenko marcou o penalty decisivo depois de uma série de falhanços de ambas as equipas.

Final amargo para a Juve
Para a Juventus FC, este foi um final amargo para uma excelente época em que a equipa italiana venceu, pela segunda vez consecutiva, o título italiano. Mas na final de Old Trafford, a Juve foi batida por um adversário mais forte, pelo menos até ficar reduzido a dez elementos durante o prolongamento.

2001/2002 - GOLO DE ZIDANE PARA A HISTÓRIA

Bayer 04 Leverkusen 1-2 Real Madrid CF
15 de Maio de 2002, Hampden Park, Glasgow

Setenta e duas equipas. Cento e noventa e sete jogos. Dez meses. Um vencedor. O longo e espinhoso caminho para Glasgow deixou, obviamente, as suas marcas. Mas, para o Real Madrid CF sem dúvida que a longa caminhada valeu a pena. A recompensa para os homens de Vicente Del Bosque foi um terceiro sucesso na UEFA Champions League, que surgiu após os triunfos em 1998 e 2000. O Real Madrid venceu a sua "poule" na primeira fase de grupos, com a AS Roma na segunda posição, e voltou a triunfar na segunda, tornando-se na primeira equipa a qualificar-se para os quartos-de-final.

A ameaça do Leverkusen
Foi precisamente nesta fase que a ameaça do Bayer 04 Leverkusen começou a materializar-se: os homens de Klaus Toppmöller ultrapassaram o Liverpool FC numa eliminatória cheia de emoção. Vencedores por 1-0 em Anfield, os ingleses pareciam a caminho das meias-finais quando um golo ao cair do pano de Lúcio deixou a eliminatória em 4-3 para os germânicos. O adversário seguinte foi o Manchester United FC, que perdeu devido aos golos marcados fora, quando Oliver Neuville empatou, na BayArena, a eliminatória a um golo. Entretanto, o Real Madrid afastara um rival antigo, o detentor do troféu FC Bayern München, antes de uma combinação de classe e carácter ajudar os "merengues" a passarem outro arqui-rival, o FC Barcelona, numa semi-final denominada de "jogo do século" pela imprensa espanhola. Zinédine Zidane e Steve McManaman decidiram a identidade do finalista com golos que silenciaram o Camp Nou, tendo o Real Madrid levado a melhor no cômputo geral por 3-1.

O herói Zidane
Zidane voltou a estar ao seu melhor nível em Hampden Park. Após Lúcio ter empatado a contenda, depois de Raúl González ter aberto o activo, o internacional francês marcou um golo merecedor de figurar nos livros de qualquer final: o seu fantástico remate em "moinho", conseguido aos 44 minutos. O Real Madrid era campeão europeu no ano do seu centenário, conseguindo o seu nono título na prova; o Bayer Leverkusen, que fora vice-campeão da Bundesliga e finalista vencido da Taça da Alemanha, voltava a ser o segundo.

1992/1993

Olympique de Marseille 1-0 AC Milan

As regras e regulamentos dominaram o início e o final da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1992/93. Pelo meio, houve futebol de grande qualidade. Pouco depois de os legisladores terem rebaptizado a competição para UEFA Champions League - formalizando a mini-liga da época anterior - foram, depois, obrigados a readmitir o Leeds United AFC na prova, que havia sido eliminado na primeira eliminatória.

Rangers impressiona
Os alemães do VfB Stuttgart haviam apresentado em campo mais um estrangeiro do que o permitido na sua eliminatória decidida no desempate pelos golos marcados fora, o que levou, posteriormente, a um "play-off" de desempate. O Leeds venceu por 2-1 num embate realizado em Barcelona, mas tratou-se apenas de um "adiamento da eliminação", uma vez que viria a ser afastado na ronda seguinte pelo Rangers FC. Os britânicos lutaram, depois, com o Olympique de Marseille pela supremacia no Grupo 1, mas pouco houve a separar as duas equipas, que empataram entre si nos dois encontros realizados. A separação na classificação apenas se verificou na última jornada, quando o OM venceu no reduto do Club Brugge KV e o Rangers empatou com o PFC CSKA Moskva. Um ponto separou os dois primeiros classificados.

A alegria de Boli
Ao invés, o AC Milan passeou a sua classe pelo Grupo 2 vencendo todos os encontros realizados com IFK Göteborg, FC Porto e PSV Eindhoven. A final, no entanto, pertenceu ao Marselha e ao seu controverso proprietário, Bernard Tapie. Os "homens do presidente" tornaram-se na primeira equipa francesa a vencer a prova, graças a um cabeceamento de Basile Boli, a um minuto do intervalo.

Escândalo de corrupção
Essas foram as boas notícias, porque as más seguir-se-iam posteriormente. O Marselha, veio a saber-se, havia viciado o resultado do encontro com o AS Valenciennes (agora ASOA Valence-Clime) que decidia o título da Ligue 1 para que se pudesse concentrar na final com o Milan. Cedo as notícias de corrupção se tornaram em enormes ondas de vergonha, tendo ao Marselha sido retirado o título de campeão, para além de ter sido despromovido de divisão e impedido de defender a Taça de França entretanto também conquistada.

1986/1987 - FUTRE INSPIRA FC PORTO

FC Porto 2-1 FC Bayern München

Em 1986/87, era preciso recuar 25 anos até uma vitória portuguesa na Taça dos Clubes Campeões Europeus. Mas eis que surgiu o FC Porto no panorama internacional, surpreendendo o FC Bayern München na final, por 2-1. A equipa dirigida por Artur Jorge reagiu ao golo inaugural do adversário, apontado aos 26 minutos por Ludwig Kogl, conseguindo dominar o "gigante" bávaro. No entanto, até ao momento em que se começou a desenhar essa brilhante segunda parte protagonizada pelo conjunto portista, quase ninguém ousava apostar na vitória do FC Porto.

A grande recuperação da temporada estava reservada para Viena e para o FC Porto, que, entretanto, afastara o FC Dynamo Kyiv. Com Paulo Futre endiabrado, o argelino Rabah Madjer empatou a contenda com um sublime toque de calcanhar, quando estavam decorridos 77 minutos. Apenas quatro minutos volvidos, coube ao avançado brasileiro Juary (entretanto lançado na partida) desviar para o fundo das redes um cruzamento do lado esquerdo do próprio Madjer.

UEFA Champions League

A principal competição europeia de clubes foi lançada um mês após o primeiro congresso da UEFA, que teve lugar em Viena, a 2 de Março de 1955. Contudo, a então denominada Taça dos Campeões Europeus não surgiu de uma iniciativa da UEFA.

Criadores franceses
Com a maioria dos membros fundadores da UEFA mais preocupada em criar uma competição europeia para selecções, o jornal francês L'Equipe e o seu editor, Gabriel Hanot, desenhavam uma competição continental destinada aos clubes. Hanot, em conjunto com o colega Jacques Ferran, projectou uma prova que seria disputada nas noites de quarta-feira.

Mudança na competição
A alteração mais radical no formato da competição aconteceu na época de 1992/93, quando a Liga dos Campeões passou a ter uma fase de grupos, para além das tradicionais eliminatórias, depois de, no ano anterior, essa fase ter sido testada com êxito. A popularidade e o sucesso da fase de grupos permitiu à competição crescer de oito para 32 equipas, com jogos um pouco por toda a Europa nas noites de terça e quarta-feira.
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